segunda-feira, 25 de abril de 2011

MEU FILHO, O AMOR DO PAI...





É... No dia 05/04/2011 nasceu meu filho, Pedro Henrique.

Pois bem, durante aproximadamente 8 meses e alguns dias, observei uma barriga crescer, crescer e crescer, reparando a cada centímetro ganho e imaginando o meu filho que lá estava.

Num primeiro momento, saliento que a surpresa da gravidez e de que eu seria pai, mexeu um tanto comigo, de forma a me fazer pensar sobre os ditames da minha vida, mas nada de muita mudança e de preocupações, levei tudo na boa.

Pois bem, houve um dia em que um grande amigo, e diga-se de passagem, um grande irmão me disse: - Diego, existem um homem antes de ser pai e outro homem depois de ser pai... Eu na hora até concordei com ele, mas na minha concepção aquilo era mais uma dramatização do que qualquer outra coisa, ser pai no meu ponto de vista, seria tão somente ter uma responsabilidade a mais, cuidar de um filho seria uma coisa meio que normal, em fim...

É, o dia "D" chegou e para uma melhor análise do que quero dizer, estarei relatando meus passos e todas as situações que ocorreram no intervalo do dia 05/04/2011 até o dia 08/05/2011, dia este que os médicos deram alta e liberaram meu filho do hospital.

Aproximadamente as 19:00 do dia 04/05/2011, estava eu no hospital numa sala já com as roupas esterilizadas e, diga-se de passagem, que com o coração na mão aguardando os médicos me chamarem para a sala onde ocorreria a cesária, ou seja, eu iria acompanhar tudo, do início ao fim...

Naquele momento, tudo estava tranquilo comigo, continuava com a sensação de que eu seria "apenas um novo pai", foi quando fui chamado para a dita sala. Chegando na sala avistem uma equipe de 8 "soldadinhos azuis" numa correria pra lá e pra cá, foi quando um daqueles me avistou e disse: - Passe para este lado e não encoste em tudo o que for da cor azul marinho, bom... Eu olhei e tudo era da cor azul marinho, sei lá, me colocaram sentado com uma visão periférica somente do rosto da mãe do meu filho, onde "panos azuis escuros" encobriam tudo, mas ali estava o Diego, sentado, branco, suando frio, pois na ocasião parecia que seria na minha pessoa que iriam cortar... heheh

Não sei de vocês, mas cá entre nós, eu tenho um medo "desgranido" dessas coisas de hospital, injecção, bisturi e aqueles "kakarekos" todos que eu vi na mesinha lá que seriam usados na tal cesária, báh, tremi as pernas... heheh

Bom... Eu, ali já meio despreocupado olhando somente para o rosto da mãe do meu filho, quando de pronto um daqueles "soldadinhos azuis" baixa o tal do pano azul marinho e diz, pode tirar as fotos que teu filho já está nascendo... Credo, foi um puta de um susto, mas quando olhei e vi a médica retirando ele da Barriga e o flash da máquina digital comendo que parecia uma metralhadora, escutei os primeiros "berros" do meu filho, mas como disse, continuava com a mesma sensação, "nada mais do que um filho"...

No mesmo lapso de tempo, depois de feito todos os pregões de estilo, a pediatra traz aquele "bichinho" e diz: Pegue papai, este é o teu filho... Quando peguei ele no colo, e num primeiro momento, mesmo que vocês não acreditem, ele abriu os olhos e olhei fundo pra ele e... Bom, não sei ao certo descrever o que senti, mas com certeza absoluta afirmo: - AQUELE DIEGO DE 1 SEGUNDO ANTES DE TER O SEU FILHO NO COLO JÁ NÃO EXISTIA MAIS, E SURGIRIA UM NOVO DIEGO, OU MELHOR, UM NOVO HOMEM, COM IDEAIS DIFERENTES, COM OBJETIVOS DIFERENTES, então coube a pergunta: - Como pode um homem mudar totalmente, literalmente tudo, num picar de olhos? E a resposta eu mesmo descobri: - Como pode eu não sei, mas como exemplo vivo eu posso assegurar de que é possível sim, depois de sentir o cheiro do meu filho, de vê-lo, de saber que aquele "bichinho" é meu e depende única e exclusivamente de mim, minha cabeça virou em 180ºC... 

Em fim... Posterior a este momento, ele e eu fomos encaminhados para a sala da maternidade, onde, neste momento eu percebi mais uma vez no "leão" que me tornei, pois foi a sessão tortura no meu filho, aquela "vaquinha" da enfermeira enfiou uma sonda pelo nariz do meu filho até o estômago, injetou um líquido no mínimo umas 4 ou 5 vezes, mas na segunda vez que ela o fez, EU PERGUNTEI EM ALTO E BOM SOM: - É NECESSÁRIO TORTURAR MEU FILHO DESSE JEITO? Quando ela me olhou, disse: - Nossa, Vc está muito bravo e angustiado papai, sente-se um pouco e tome uma água, pois o procedimento que estou adotando é de "praxe", Eu muito do Bravo e querendo esganar aquela "soldadinha azul" disse: - Me desculpe mocinha, mas não vou deixar você torturar mais o meu filho, pare com isso agora, ou eu mesmo me encarrego de pegar esse "tubinho" e te enfiar "guéla a baixo"... hehehe Coitada, meio que deixei ela com medo e até que a pediatra me explicasse os detalhes dos porquês daquele procedimento aquela "soldadinha azul" já tinha se mandado da maternidade... 

Báh, eu já tinha sentido algo assim quando, certa vez vi um muleque dar uns tapas no meu irmão mais novo, mas o que senti quando vi ela "maltratando" o meu filho foi algo como: - Agora sei qual o único motivo que me faria matar alguém, FAZER MAL AO MEU FILHO... Não sei ao certo, mas hoje entendo por que um Pai de uma filha ferida, ou de um filho ferido é capaz de matar o agressor, é algo descomunal o que ocorre dentro da nossa cabeça, mas em fim... A "soldadinha azul" terminou e logo deram um banho nele, vestiram o meu filho, colocaram no meu colo e me encaminharam à sala de recuperação, onde eu deveria ficar com a Mãe do meu filho já o posicionando para pegar a "teta"... hehehe 

Bom, passei dois dias no hospital com o meu filho e a mãe dele, e eu olhava, olhava e olhava para ele e a cada momento eu sentia de que ele agora tinha toda a minha atenção e teria certamente toda a minha prioridade.

Para não alastrar muito mais, pois do nascimento do meu filho, eu poderia escrever um livro, passo as considerações finais, das quais falarei das minhas mudanças "inexplicáveis".

Tentei formular um exemplo básico para especificar o quão mudamos no momento em que nós homens nos tornamos pais, mas é muito difícil achar um exemplo que não aquele que sentimos no momento em que pegamos no colo nosso filho... Em fim, sabe aquela vontade de ter aquele determinado carro, ou aquela vontade louca de ter aquela determinada moto? Sabe aquela vontade de sair por aí sem rumo, sem destino, pra onde o vento levar? Sabe todas aquelas ideias de aquisições materiais e aquela sensação de sempre querer mais da vida? Sabe quando você pensa que trabalha muito e quer trabalhar mais para conseguir tudo aquilo que almeja? POIS É... ISSO TUDO CONTINUA, MAS COM APENAS UMA MUDANÇA, O BENEFICIÁRIO DE TODOS AQUELES DESEJOS, OU SEJA, SERÁ TUDO EM PROL DELE, SUA CABEÇA REVIRA E O FAZ MENTALIZAR TODO O REFERIDO ACIMA COMO SENDO TUDO PRA ELE... É INDESCRITÍVEL...

Hoje, eu particularmente, não entendo como um pai, que se diz pai e que passou pelo que eu passei e que deixa um filho a deriva, que simplesmente esquece de um filho quando encontra uma nova mulher, quando simplesmente sequer lembra o aniversário de um filho, quando deixa de dar um simples abraço no seu filho para acariciar qualquer outra pessoa, ou quando um filho liga chorando dizendo: Papai, estou com saudades, quando você vem me ver? E o tal pai diz, agora o pai não pode filho, tenho uma reunião de negócios importante, isso quando não é uma bela desculpa para acobertar uma balada um uma noitada com uma mulher... EU, DIEGO, NÃO CONSIGO ENTENDER MESMO E NUNCA VOU CONSEGUIR ENTENDER... POIS FALANDO POR MIM, LHES AFIRMO, NÃO HÁ NO MUNDO QUALQUER OUTRA COISA QUE ME FAÇA DEIXAR DE ESTAR COM AQUELE "BICHINHO" QUE PEGUEI NO COLO E ME FEZ VER O QUE REALMENTE IMPORTA NA VIDA...

Por fim, importante ressaltar sobre a concepção de AMOR  que eu tinha, acredito que antes de ter sido pai, eu posso afirmar que realmente gostei de verdade, agora amar mesmo, conheci o significado somente no dia 05/04/2011, quando percebi do que realmente se tratava o amor, no momento em que estive com meu filho nos braços pela primeira vez... Amor mesmo, o sentimento e o significado você conhecerá somente quando estiver com seu filho nos braços... Ali você verá do que realmente se trata o amor, chego até à pensar que até o dia 04/05/2011 fui extremamente injusto, pois disse diversas vezes que amava, sem nem mesmo saber o que realmente era o amor, amor mesmo é o que sentimos única e exclusivamente por nossos filho, o resto? O resto é querer bem e talvez paixão...

Pois bem, essa é a nova etapa da vida de um "simples pai", mas que desde já afirma: - MINHA VIDA É PARA VOCÊ MEU FILHO E NADA NO MUNDO JAMAIS ME FARÁ ESQUECER DO QUÃO FELIZ ME FAZ PELO SIMPLES FATO DE TÊ-LO AO MEU LADO E DE ME PERMITIR CONHECER O AMOR VERDADEIRO COM VOCÊ... PAPAI TE AMA, HOJE MAIS DO QUE ONTEM E TE AMARÁ MAIS AMANHÃ DO QUE AMA HOJE...

Ass: Diego Dillenburg Hack   



   

Um comentário:

ADRIANA disse...

parabéns DIEGO,teu filho e lindo.A existe amor de homem e mulher também ta,e não e ser fraco e ser um ser humano completo.bjs a vc o bebê e tua esposa.